VÍDEOS

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sábado, 9 de março de 2013

O triste fim do Ensino Médio para os filhos da classe média no Brasil









O Sistema Educacional no Brasil há tempos vem deixando a desejar, principalmente no que tange ao ensino fundamental dada a carência dos serviços públicos ofertados hoje pelo Estado. Porém, o que vem acontecendo com o ensino médio (antigo segundo grau) tem me assustado muito mais. Nem quero falar do ensino público porque isso me levaria a uma discussão sem fim já que o a fragilidade do sistema educacional nesta seara vai além do que minha tolerância patriótica pode suportar. Questiono aqui o ensino médio nas escolas privadas, onde os pais da dita classe média pagam caro para conseguir manter seus filhos na escola, sem a mínima garantia de que sairão dali com o conhecimento prometido pelas grades curriculares dessas instituições. Muitas vezes porque o jovem não se dedica, outras porque a instituição faz de conta que educa e o aluno faz de conta que aprende. Não é novidade que o interesse privado é o lucro e aluno que demora a concluir seus estudos significa mais dinheiro para a instituição. É a famosa lógica do capital.
Inicialmente devemos lembrar que aqui no Brasil, o ensino médio, segundo o MEC, é a etapa do sistema de ensino equivalente à última fase da educação básica cuja finalidade é o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, bem como a formação do cidadão para a vida social e para o mercado de trabalho. oferecendo o conhecimento básico necessário para o estudante ingressar no ensino superior. Estamos falando em três anos, ou seja, 36 meses. Assim deveria ser.
Entretanto, ultimamente tenho visto que as coisas estão caminhando para o dia em que os filhos da classe média não mais precisarão cursar o ensino médio em três anos. Estamos na era dos cursos rápidos em que em três meses se consegue concluir o nível médio e isso com o aval do MEC que se justifica no fato de que algumas pessoas maiores de 18 anos não conseguiram concluir o segundo grau no tempo determinado por razões financeiras ou outra qualquer, e este mecanismo existe para dar oportunidade de inserção desse aluno “atrasado” em um curso superior ou simplesmente ter seu certificado de conclusão do segundo grau. Até aí tudo bem, eu entendo. Mas o que vem acontecendo é bem diferente.
 Algumas famílias estão desistindo de ter seus filhos na escola tradicional, que, diga-se de passagem, não oferecem um ensino de qualidade que mereça o valor exorbitante que cobram para tal, deixando assim seus filhos “optarem” por esta modalidade que veio para atender uma parcela merecedora e agora é utilizada para diminuir os gastos desses pais com o estudo dos filhos.  Vocês acham que eu estou exagerando? Façam as contas comigo. Uma escola privada, aqui em Maceió, cobra em média R$ 500,00 e R$ 750,00 mensais por aluno no ensino médio. Sem querer somar aqui as contribuições ao longo do ano para gincanas, jogos internos, passeios, fardamentos e material didático, ao final do ano letivo teremos uma soma de algo em torno de R$ 10.000,00 (dez mil reais), o que multiplicado pelos três anos (se o aluno não tomar bomba), chegaríamos a um valor de R$ 30.0000,00 (trinta mil reais), sem falar no valor gasto com a formatura, tão cheia de pompas quanto à do nível superior. Não estarei dizendo nenhuma bobagem se lembrar que muitos desses pais fazem das tripas coração para manter em dia a mensalidade e que em sua maioria pagam a matrícula e ficam empurrando com a barriga as mensalidades para fazer o bendito acordo no final do ano, onde os juros engordam ainda mais esta conta. Muitos dirão por aí: Só tem filho na escola privada quem pode. Eu não concordo, até porque a escola pública que temos hoje não nos permite ilusões e nos obriga a tirar leite de pedra para educar nossos filhos.
 Alguns alunos e pais estão achando mais cômodo esperar pelos 18 anos (e você pode fazer isso estudando em algum cursinho pré vestibular onde o custo é menor ou simplesmente estudar em casa) e cursar três meses, pegar o diploma e entrar na faculdade no mesmo período que aquele aluno matriculado no curso normal que gastou três anos e R$ 30.000,00 para chegar até ali. Se minhas contas estiverem certas, talvez esse pai tenha utilizado o dinheiro que gastaria na escola com a compra de um automóvel para seu filho, por exemplo, coisa que o que gastou R$ 30.000,00 (muitas vezes sem poder) não teria condições.
Como não estou aqui para julgar ninguém, apenas para jogar palavras ao vento, questiono: Onde vamos parar? Que educação queremos para nossos filhos? O que o MEC acha de tudo isso? E o conhecimento básico necessário para o estudante ingressar no ensino superior?
Bom, ao certo as coisas ainda irão mudar muito e talvez reinventem o ensino médio com menos disciplinas. Quem sabe já não é tempo de estudarmos apenas as disciplinas básicas, visto que alguns se utilizam do argumento de que não usamos todas as disciplinas ao ingressar no curso superior escolhido? Quem sabe a grade curricular do futuro terá apenas português, matemática, história e língua estrangeira?
Só faço um singelo pedido: coloquem na grade curricular a disciplina Cidadania, Moral e Ética. Quem sabe assim não resolvemos tudo de uma vez?

Que esse vídeo nos sirva de reflexão:





sábado, 2 de março de 2013


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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amigos...
Trago para vocês um texto que escrevinhei em 2005 por ocasião do dia da consciência negra e que não custa nada fazer a mesma reflexão agora em 2012.
 
Cláudia Maia
Tiazona
 
 
 
20 de Novembro - Dia da Consciência Negra
 
 
Foram quase 400 anos de escravidão no Brasil. Quase 400 anos capturando negros como se fossem animais, torturando, matando, tentando aniquilar sua cultura, negando sua condição básica de ser humano. Nosso país foi o último do mundo a assinar a abolição, em 1888. O que aprendemos ao longo desses anos que sucederam a abolição?
Nada!
Em sua grande maioria os negros continuam sendo perseguidos. Não com chicotes e de forma explícita, mas ainda vivem à margem da sociedade (sociedade? Isso é sociedade?).
Fico cada dia mais indignada com essa história de “dia disso, dia daquilo”. Putz! A consciência deveria ser diária. Reconheço que a comemoração desse dia foi fruto de grande luta, mas não entendo porque determinadas pessoas só param para pensar nessa questão no dia de hoje, como se apenas hoje ela tivesse importância.
Tenho vários amigos negros, e sinceramente, não vejo diferença entre brancos e negros, além do brilho que irradia em sua pele, sua cor. Amo cada um deles e não apenas por serem negros, mas principalmente por ser gente que mesmo lidando com o preconceito camuflado da sociedade continuam correndo atrás de seus ideais e direitos de cidadãos.
A máscara que disfarça a cara das pessoas que ainda insistem em negar que são racistas me incomoda e muito. Conheço pais que nunca iriam querer sua filha branquinha namorando um negrinho, mesmo que ele seja muito “sarado” aos olhos da moça e que seu coraçãozinho pule de alegria ao encontrá-lo. Nessas horas me pergunto: o amor tem cor?
Outro exemplo são algumas  lojas de departamentos onde a busca por funcionários de "boa aparência"  quase sempre utilizam esse artifício para colocar de lado candidatos negros.
Conheço negros muito mais bonitos que certos brancos por aí.
Outra questão intrigante é a questão do autopreconceito. Negros que não admitem a sua cor, como se isso incomodasse a ele próprio e fizesse dele uma pessoa inferior diante das outras. Esses negros também precisam repensar o seu modo de enxergar a própria pele e principalmente a sua importância na sociedade.
Somos (a sociedade) racistas. A grande massa ainda o é. E o que fazer? ficar de braços cruzados esperando um novo Zumbi?
Nós precisamos encontrar um Zumbi em cada um de nós e daí fazer valer essa luta que já nem deveria mais existir.
Somos todos filhos de Deus! Aliás, Deus, esse ser que nos guia, tem cor?
Só espero que no dia da consciência negra, ao menos, algumas pessoas tenham consciência de que são responsáveis por seus atos e que negar o racismo é ainda pior. Reflita! Reveja seus atos isolados, olhe do lado, veja que negro lindo, que pessoa bela, que ser humano igual a você. E pense: PODERIA SER VOCÊ!
 
Negros...
Gente de nossa gente...
Filhos de Deus, negro ou não!
 
 
Cláudia Maia
(Tiazona)
Palavras ao Vento

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Manipular Pessoas




É muito comum nos dias de hoje a prática da arte da manipulação, seja no ambiente de trabalho, nas igrejas, na mídia, nos círculos de amizade e principalmente na política. Muitas vezes você é manipulado e nem se dá conta, tamanha é a sutileza utilizada pelo manipulador para obter êxito.
Manipular pessoas é tratá-las como "coisas" ou "objetos" a fim de explorá-las ou dominá-las. E, muitas são as formas de se fazer isso: induzir, iludir as pessoas para levar vantagem e obter lucro,  enganar, ludibriar para tirar proveito da "boa-fé", da inocência e da ingenuidade do outro.  O mundo está cheio de pessoas que usam desses artifícios para manipular e conseguir qualquer coisa. Ou seja, o manipulador objetiva obter fama, honras, títulos, reconhecimento público e notoriedade ou simplesmente tem motivação na ganância para obter lucros, posses e bens.  Manipular é dominar pela exploração moral e financeira.
Geralmente a manipulação é feita por meio de argumentos falsos, mentirosos, tendenciosos e interesseiros, e muitas vezes apelando para os sentimentos, medos, fobias e fraquezas do outro. Quer um exemplo disso?  A bajulação. Toda bajulação é uma forma de sedução com o objetivo de se obter alguma vantagem.
Em determinadas situações o manipular parte para a intimidação, a ameaça por meio de promessas de castigo ou retaliação. É o que acontece nos ambientes de trabalho e em algumas igrejas com o intuito de manipular os fiéis.
Por isso o melhor a fazer é ficar atento para não cair numa rede de manipulação. 
Mas lembre-se:  Não se pode manipular quem não se deixa manipular.
Pense nisso!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Tráfico de Influência



Segundo os dicionários e enciclopédias, tráfico de influência consiste na prática ilegal de uma pessoa se aproveitar da sua posição privilegiada dentro de uma empresa ou entidade, ou das suas conexões com pessoas em posição de autoridade, para obter favores ou benefícios para terceiros, geralmente em troca de favores ou pagamento. Consiste em solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. Melhor dizendo, é crime e como tal deve ser tratado.
Entretanto todos nós sabemos que não é bem assim que tem acontecido em nosso país. Todos os dias a mídia, de forma sensacionalista ou não, mostra casos de tráfico de influência em diversos órgãos públicos. E você pensa que os casos existentes se resumem aos que são veiculados?  Você acredita que são casos isolados?  Será que esta prática não é mais comum do que se imagina?
Não sejamos inocentes. Já não cabe mais “tapar o sol com a peneira”. O caos, nesta seara, está generalizado. Tanto é assim que ouvimos falar em casos dentro do executivo, do legislativo e até do judiciário. 


Apesar de acreditar que existem homens honestos, honrados, incorruptíveis, tenho convicção de que pessoas com caráter duvidoso que buscam o tempo todo se beneficiarem a qualquer custo estão bem atuantes em nossa sociedade e agem de uma forma tão sutil que passam despercebidos pelos mais inocentes, e que estes muitas vezes são usados para que eles alcancem seus objetivos.
E pergunto:
Onde você acha que isso vai parar? 
Você acredita que a sociedade pode combater efetivamente a corrupção, o tráfico de influência e suas ramificações?  Alguns dizem por aí que existe solução.
Tenho medo de manifestações patriotas, defensoras do bem e da probidade administrativa, bem como da eficácia plena no serviço público e de levantadores de bandeiras partidárias em ano eleitoral. Exceções a parte, a maioria tem como meta obter foco, de preferência por meio de holofotes midiáticos para também se promoverem. Tenho medo. Tenho medo que os mais inocentes acreditem que eles podem resolver tudo como um passe de mágica. Que agora eles sabem o caminho das pedras. Como? Como só agora descobriram o antídoto milagroso para restabelecer a ordem? Ordem esta que nunca existiu, pois bem sabemos que desde a época de nossa colonização se fala em práticas de corrupção. 


Portanto, nunca teremos um país livre totalmente da corrupção e tráfico de influência porque alguns homens, mesmo vivendo em sociedade, preferem viver pensando isoladamente, buscando egoisticamente a sua realização em detrimento da felicidade dos seus semelhantes. Se bem que pessoas assim não se acham semelhantes a ninguém. Eles preferem pensar que são diferentes, que são melhores, mais espertos, e por isso, merecem mais que os outros.
Não estou querendo dizer que não devemos lutar contra o desmantelo que hoje vemos por aqui. Algo sempre é possível ser feito. Que tal cumprir as leis? Não preciso citar as inúmeras leis que existem no nosso ordenamento jurídico que determinam a punição de tais condutas com graves sanções.
Mas, como disse anteriormente, o judiciário também é composto por homens. Alguns probos. Outros, nem tanto.